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De 20 anos de experiência à primeira turma de mentoria: o caso da Jaqueline Cenerine

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Experiência não vira mentoria sozinha. A Jaqueline Cenerine é advogada há vinte anos e queria ajudar advogados em início de carreira, mas passou quase um ano sem saber como transformar o que sabia num caminho que outra pessoa conseguisse seguir. O que destravou foi um método: em janeiro de 2020 ela aprendeu a estruturar uma mentoria, em fevereiro lançou o projeto e fechou uma turma de 16 advogados.

Esta é a história dela, e o que ela ensina a qualquer profissional experiente que pensa em mentorar.

O problema: experiência sem método

No fim de 2018, começou a crescer na Jaqueline uma vontade: trabalhar com mentoria para advogados iniciantes. Ela sabia o quanto os primeiros anos da advocacia são difíceis, e sabia que tinha muito a oferecer.

“Eu tinha experiência da advocacia de 20 anos, mas eu não tinha um método, uma técnica para trabalhar com mentoria.”

Ela estudou e pesquisou, mas não encontrou o que buscava. É uma situação muito comum. Quem tem anos de prática costuma saber resolver os problemas, mas não consegue explicar o caminho em etapas. O conhecimento fica preso na cabeça de quem o tem.

No diagnóstico M.E.T.R.I.C.S., esse é o retrato de um gargalo no pilar Método & Execução: a pessoa tem conteúdo de sobra, mas falta a estrutura que transforma conteúdo em processo.

O encontro: uma pergunta no aeroporto

No fim de 2019, no aeroporto de Campinas, a Jaqueline reconheceu o Marçal, um mentor formado pela Global Mentoring Group que ela acompanhava pelas redes sociais. Ela foi até ele e perguntou como funcionava o trabalho de mentoria. Ele contou da Global.

Quando chegou em casa, em Maringá, ela foi direto pesquisar, assistiu aos vídeos e, no começo de janeiro de 2020, fez o primeiro curso, o Mentor Extraordinário.

Vale reparar no gesto. Ela não esperou o momento perfeito nem um convite. Fez uma pergunta a quem já fazia o que ela queria fazer, e agiu sobre a resposta. É o que chamamos de lócus de controle interno: a crença de que o próximo passo depende de você.

A travessia: 30 dias para desenhar a mentoria

No curso, a Jaqueline entrou num desafio de 30 dias para montar o primeiro grupo de mentoria. Como já sabia para quem queria trabalhar, foi direto ao ponto: um grupo para advogados iniciantes.

“Eu consegui desenhar todo o escopo do projeto de mentoria.”

Desenhar o escopo significa responder a perguntas que a experiência sozinha não responde:

  • Para quem é? Advogados em início de carreira.
  • Aonde eles vão chegar? Qual resultado concreto o grupo busca ao final.
  • Por qual caminho? Quais encontros, em que ordem, com quais tarefas entre um e outro.

Com essas respostas, os vinte anos de advocacia ganharam forma. Se você quer fazer o mesmo exercício, o artigo Como ensinar o que você sabe em 4 passos mostra como começar.

O resultado: 16 advogados na primeira turma

Em fevereiro de 2020, a Jaqueline fez o lançamento presencial do projeto.

“Nós conseguimos fechar uma turma de 16 pessoas, 16 advogados que acreditaram nesse projeto de mentoria.”

E ela não parou na primeira versão. Com a turma em andamento, ela e a sócia fizeram a Tripla Certificação Internacional em Mentoring. As novas ferramentas e a troca com outros mentores ajudaram a refinar o projeto, que seguiu para uma segunda turma.

“A Global trouxe para mim um método para colocar o meu sonho em prática e tornar ele realidade.”

O que a história da Jaqueline ensina

1. Experiência sem método fica parada. Vinte anos de prática não bastaram para ela começar. O que faltava não era conhecimento, era estrutura.

2. Clareza de público acelera tudo. Ela sabia exatamente a quem queria ajudar. Por isso desenhou o projeto em semanas, e não em meses.

3. A primeira turma não precisa esperar a versão perfeita. O projeto foi refinado com o grupo em andamento. O método melhora com a prática.

4. Uma pergunta pode mudar o rumo. Tudo começou com uma conversa de poucos minutos num aeroporto.

Perguntas frequentes

Preciso ter muitos anos de experiência para ser mentor?

Não. Você precisa ter percorrido um caminho que outra pessoa ainda quer percorrer, e saber mostrar esse caminho em etapas. A Jaqueline tinha vinte anos de advocacia, mas o que fez a diferença foi o método, não o tempo.

Mentoria em grupo funciona para profissionais liberais?

Funciona bem quando o grupo tem um desafio em comum. No caso da Jaqueline, todos eram advogados no começo da carreira, com dúvidas parecidas. Isso permite que um aprenda com a experiência do outro, além de aprender com a mentora.

Por onde começar?

Defina para quem é a sua mentoria e aonde essas pessoas querem chegar. Depois, escreva o caminho em poucas etapas e teste com uma pessoa real antes de abrir uma turma.

Veja o depoimento da Jaqueline

A Jaqueline contou essa história em vídeo:

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