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35 sessões e uma palavra: postura, o caso da Lorena Valocci

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Quando um mentor pensa no que vai ajudar o mentorado, costuma pensar em ferramenta, método e conteúdo. Tudo isso conta. Mas, quando a primeira mentorada da Lorena Valocci olhou para trás depois de 35 sessões, ela não citou nenhuma ferramenta em primeiro lugar. Citou a postura da mentora.

Esta é a história dessa mentoria, e do que ela ensina a qualquer pessoa que quer ajudar alguém a mudar de verdade.

O ponto de partida: uma pessoa que não decidia a própria vida

A Daiane chegou à Lorena em setembro de 2020. Nas palavras da Lorena, era uma pessoa insegura, que não tomava as decisões da própria vida e não tinha controle emocional. Situações do dia a dia a derrubavam por uma semana inteira.

A Daiane descreve o mesmo ponto de partida com honestidade:

“Eu procurei a mentoria porque eu realmente não tinha inteligência emocional. Eu era extremamente insegura. Procurei justamente para evoluir como pessoa, como profissional, e superar as minhas dificuldades.”

Ela também era perfeccionista e vivia tentando agradar todo mundo.

O caminho: um processo longo, no tempo dela

Foram 35 sessões, de setembro de 2020 ao fim de maio do ano seguinte. Parece muito, e a própria Lorena reconhece isso. Mas ela resume o processo em três palavras: respeito, compromisso e dedicação.

A Lorena não apressou nada. Cada semana trazia uma evolução diferente, e o ritmo era o da Daiane. Como a Lorena conta:

“Ela evoluiu na intensidade e no tempo dela. Ela se permitiu viver o processo.”

No diagnóstico M.E.T.R.I.C.S., esse é o território do pilar Eficiência & Habilidades Relacionais: a capacidade do mentor de ouvir, ler a pessoa à sua frente e conduzir a conversa de um jeito que ela se sinta segura para olhar para si mesma.

A virada: quando a ferramenta aparece na hora certa

O resultado apareceu primeiro nas pequenas coisas. Os problemas que antes duravam uma semana passaram a durar um momento. A Daiane entendeu que não precisava ser perfeita nem agradar a todos, e sim fazer o melhor que podia.

O teste veio no exame prático da carteira de motorista. Ela estava tão nervosa que adiava a própria vez, vendo os outros fazerem a prova. Então lembrou de um exercício da mentoria, em que tinha “jogado de um penhasco”, em sentido figurado, as inseguranças que a afetavam.

“Quando eu lembrei disso, na hora consegui me acalmar. Fui em seguida e consegui passar.”

As pessoas próximas também notaram. A mãe dela, a quem ela conta tudo, disse que a mentoria estava dando resultado, porque a Daiane de antes nunca teria reagido a um problema com tanta calma. A irmã e os colegas de trabalho disseram o mesmo. Para a Daiane, era quase como se fossem duas pessoas diferentes.

O que fez a diferença

Quando a Lorena perguntou o que ela achou da postura dela como mentora, a Daiane foi direta:

“Foi a postura que eu precisava para conseguir evoluir de verdade. Me ajudou a me sentir confortável e a derrubar minhas próprias barreiras. As suas perguntas, o seu jeito de conduzir, foi o que me fez ter sucesso na mentoria. A sua postura foi o que me ajudou em tudo.”

Repare no que ela destaca. Não é a quantidade de sessões nem uma técnica específica. É o jeito de perguntar e de conduzir, que deixou a Daiane à vontade para analisar coisas que nunca tinha parado para olhar.

O que a história da Lorena ensina

1. A postura vem antes da ferramenta. As ferramentas funcionaram porque a Daiane se sentia segura para usá-las. Sem confiança, a melhor técnica não entra.

2. Respeitar o ritmo também é resultado. 35 sessões não é sinal de lentidão. É sinal de um processo que acompanhou a pessoa, em vez de forçar a pessoa a acompanhar o processo.

3. A pergunta certa vale mais que o conselho certo. A Daiane descobriu as próprias barreiras porque foi perguntada, e não porque ouviu de alguém onde elas estavam. Se você quer treinar esse lado, o exercício de escuta ativa em 20 minutos é um bom começo.

4. O resultado de verdade aparece fora da sessão. O sinal mais forte não veio da Daiane nem da Lorena. Veio da mãe, da irmã e dos colegas, que perceberam a diferença no dia a dia.

Perguntas frequentes

O que é a postura do mentor?

É o jeito como o mentor se coloca na conversa: como ouve, como pergunta, quanto respeita o tempo do mentorado e quanto deixa a pessoa chegar às próprias conclusões. É o que faz o mentorado se sentir seguro para ser honesto.

Quantas sessões uma mentoria precisa ter?

Depende do objetivo e da pessoa. Mudanças de comportamento, como ganhar autoconfiança e controle emocional, costumam pedir mais tempo do que um objetivo técnico. O importante é combinar o objetivo no começo e acompanhar a evolução a cada etapa.

Como saber se a mentoria está dando resultado?

Observe o dia a dia, não só a sessão. Situações que antes derrubavam a pessoa passam a ter menos peso, e as pessoas próximas começam a notar a diferença antes mesmo de alguém comentar.

Veja o depoimento da Lorena e da Daiane

A Lorena e a Daiane contaram essa história juntas, em vídeo. Assista ao relato delas abaixo e conheça outras jornadas de mentores formados pela Global, em todos os pilares do M.E.T.R.I.C.S.

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