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O que aprendi após quebrar minha empresa?

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Eu me lembro quando o chão se abriu sob meus pés. Era 2016 e eu, Cláudio Brito, estava fechando as portas da Acelera Startups, um projeto de quatro anos que consumiu R$ 500.000 e um sonho imenso. Apesar de marcos significativos, como o evento Brasil Empreendedorismo que impactou 20.000 pessoas em 49 países com nomes como Linda Aiman e Guy Kawasaki, a repercussão na mídia não pagava as contas.

Foi doloroso. Lembro de cada detalhe do escritório que decorei com elementos do Vale do Silício – puffs, mesas grandes, objetos de games – e como tudo aquilo não servia de nada na hora de pagar um boleto. Peguei as chaves pela última vez, entreguei para a proprietária, e com elas se foram muitos sonhos: o meu, o da minha equipe de cinco pessoas e de tantos outros que nos ajudaram indiretamente. Os móveis que restaram, doei para um centro espírita. Voltei para casa, para o último cômodo vazio: a sacada.

Eu estava absolutamente perdido. Tinha muito conhecimento, mas, naquele momento, ele não me ajudava a sair do buraco. As tentativas de cursos e o desespero de não saber o próximo passo me consumiam. Como eu, que me sentia um fracasso, falaria de sucesso no treinamento Empretec?

A reviravolta começou com a mentoria em Harvard. O investimento de $10.000 me travou. Conversei com minha esposa e psicóloga, e a decisão inicial foi não fazer. Mas, quando eles vieram a São Paulo, vi uma luz. Consegui ir para Cambridge e, mesmo tendo que adiar o aniversário do meu filho, embarquei. Voltei pilhado, com o convite para ser CEO da agência de marketing deles nos EUA.

Pouco depois, essa agência não se concretizou, e o chão se abriu de novo. Mas, desta vez, eu tinha um plano. Peguei todo o mapeamento que havia feito durante a mentoria e, com base nisso, nasceu a Global Mentoring Group. Eles haviam me incentivado a buscar um treinamento no MIT para dar um “boost” na minha autoridade. Dois meses depois, estava lá, vivenciando um treinamento global, com pessoas do mundo inteiro. Foi ali, na sala de treinamento vazia do MIT, com o Charles River ao fundo, que liguei a câmera e lancei nosso primeiro treinamento de mentoria para negócios. Fiz as primeiras vendas e percebi que a possibilidade de mentoria era muito mais ampla.

Em meados de 2018, lancei o Mentor Extraordinário, o que me rendeu a placa de 1 milhão de faturamento da Hotmart. Dali, começamos as imersões internacionais: Cambridge, Londres, São Francisco, Lisboa, Paris, São Paulo. Em 2020, com dupla nacionalidade, a mudança para Portugal se concretizou. Cheguei em 1º de fevereiro, e em 15 de março, a pandemia fechou tudo. Os treinadores que eu havia treinado para replicar o método no Brasil me diziam que não daria certo, que teríamos que devolver o dinheiro. Mas insisti: “Vamos trazer essas pessoas para o digital!”. Com uma live para mil pessoas, atraímos 60 inscritos e fizemos a primeira turma da tripla certificação online. Nos dois anos seguintes, foram 12 turmas e mais de 300 mentores treinados.

Hoje, a Global é um sucesso, e a minha maior motivação não é financeira, mas sim a realização. Eu dedico meu tempo àqueles que têm brilho nos olhos, vontade de arregaçar as mangas e ambição não apenas financeira, mas de fazer acontecer.

Minha jornada me ensinou que o fracasso não é o fim, mas um catalisador para a inovação e o crescimento. A cada tombo, surgia uma nova oportunidade, uma nova chance de me reinventar. E foi aí que eu aprendi: o verdadeiro sucesso não é evitar o fracasso, mas sim a capacidade de se levantar, reavaliar o caminho e seguir em frente com ainda mais determinação.

Essa história de superação e reinvenção ressoa em muitos aspectos da vida profissional e pessoal. Em que momento da sua jornada você se viu em uma encruzilhada, precisando recalcular a rota para alcançar seus objetivos?

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