EUA vs China: quem vai ganhar a guerra da inteligência artificial?
Por Claudio Brito· atualizado em
Dez anos depois de gravar o primeiro documentário, Claudio Brito, fundador da Global Mentoring Group, voltou ao Vale do Silício para entender o que restou do sonho. Neste vídeo, investidores, empreendedores e brasileiros que vivem na região falam do trabalho remoto, da corrida da inteligência artificial, da disputa com a China e do que ainda move a inovação.
O que você vai ver neste documentário
- Se o Vale do Silício ainda é um lugar ou virou uma mentalidade.
- Como a inteligência artificial está mudando as regras do jogo, inclusive para o capital de risco.
- Como a China desafia a liderança tecnológica dos Estados Unidos.
- Por que o propósito pesa tanto para os empreendedores que dão certo.
Resumo do documentário
O Vale ainda é um lugar?
Claudio vai ao Vale desde 2009 e não voltava desde 2019. Ao chegar, encontra o centro de San Francisco esvaziado: lojas fechadas, poucos eventos e escritórios vazios depois que o trabalho remoto virou regra. Os entrevistados contam que as empresas tentam trazer as pessoas de volta ao escritório, mas muitos profissionais preferem mudar de emprego.
Mesmo assim, o Vale continua atraindo investidores e startups. O ecossistema segue concentrado num mesmo lugar, as perguntas que um empreendedor recebe continuam sendo “qual é o seu plano?” e “quem é o seu time?”, e a mentalidade de abundância é o que os entrevistados mais recomendam copiar.
A nova corrida do ouro
As grandes empresas de tecnologia estão investindo cifras na casa do trilhão de dólares em infraestrutura de inteligência artificial. Um dos entrevistados compara com a internet: a adoção vai levar anos, mas o investimento acontece agora, e algumas empresas vão ficar pelo caminho. Com a IA, ficou mais fácil criar produtos com menos capital, o que pode mudar o próprio modelo de capital de risco que construiu o Vale.
A disputa com a China
Para os entrevistados, a China já consegue disputar com os Estados Unidos em inovação e, principalmente, em adoção de tecnologia: ela escala e leva a tecnologia para a sociedade mais rápido. O conhecimento ainda está muito concentrado nos Estados Unidos, mas o país já está atrás em alguns temas.
A missão é maior que o código
A mudança é tão rápida que ninguém pode afirmar como será o futuro. O que os entrevistados apontam é que o custo de começar algo nunca foi tão baixo e que capital não falta para quem resolve um problema real. Os melhores empreendedores falam mais do porquê do que do como, e têm uma missão maior do que eles mesmos.
Claudio fecha com a ideia de que o Vale do Silício talvez nunca tenha sido só um lugar no mapa, e sim um caminho: usar a tecnologia que temos para deixar o mundo um pouco melhor.
A primeira parte desta história está no documentário completo sobre o Vale do Silício.
